sábado, 2 de julho de 2011

                                            SAGRADO CORAÇAO DE JESUS





      A devoção ao Sagrado Coração de Jesus consiste primariamente na consideração e aceitação da inexaurível fonte de misericórdia e de amor de Deus por nós através do coração trespassado de Cristo.
            O Sagrado Coração de Jesus simboliza o amor de Deus por nós de maneira humana, concreta, profunda e atractiva.
            Esta devoção nasceu primeiramente no século XII.
            Enquanto os teólogos, como S. Boaventura, deram o nome a esta devoção, ela foi propagada primariamente através das experiências e dos escritos dos místicos, como Santa Matilde de Madburgo, Santa Juliana da Noruega e Santa Catarina de Sena.
No século XVII teve um grande incremento e muita popularidade e foi objecto de uma especial devoção.
            Tanto S. Francisco de Sales como S. João Eudes, foram os grandes promotores.
            A religiosa Visitandina Santa Margarida Maria Alacoque teve visões especiais do Sagrado Coração de Jesus em (1673-1675) em Paray-le-Monial e recebeu um conjunto de 12 promessas que viriam a ter uma grande influência na devoção popular católica ao Sagrado Coração de Jesus.
            A devoção ao Sagrado Coração de Jesus foi, na verdade, um meio providencial para a renovação da vida cristã.
            O Protestantismo no século XVI e o Jansenismo no século XVII haviam, com efeito, desfigurado uma das verdades essenciais do Cristianismo, o amor de Deus para com todos os homens.
            Tornava-se, por isso, necessário que o Espírito de amor, que dirige a Igreja, encontrasse um meio, que permitisse à Esposa de Cristo impedir a infiltração da heresia.
            E a devoção ao Coração de Cristo foi esse meio providencial, pelo qual o Povo de Deus reagiu contra a concepção excessivamente rigorista das relações entre Deus e o homem - concepção que, levada às suas últimas consequências, seria o renascer da ideia pagã de um Deus vingador e, portanto, a anulação da história da salvação e da incessante misericórdia divina.
            Liturgicamente, a observância da festa do Sagrado Coração de Jesus foi autorizada pela Igreja em 1765 pelo papa Clemente XIII e, a partir daí, difundida pelos papas Pio IX, Leão XIII, e Pio XI.
            Em 1856 Pio IX (1846-1878) estendeu a festa do Sagrado Coração de Jesus a toda a Igreja.
            Em 16 de Junho de 1875, consagrou o mundo católico ao Sagrado Coração de Jesus.
            Em 1928 Pio XI (1922-1939), definiu a festa do Sagrado Coração como a característica do seu tempo.
            Em resposta às visões da irmã Droste-Vishering, e seguindo o exemplo do seu antecessor, Leão XIII, no Ano Jubilar de 1900, consagrou de novo a raça humana ao Sagrado Coração de Jesus.
            Depois da reforma Litúrgica do Concílio Vaticano II a festa do Sagrado Coração de Jesus começou a ser celebrada como Solenidade na Sexta-Feira da segunda semana depois do Pentecostes, na Sexta-Feira depois da festa do Corpo de Deus..
             Em relação com esta devoção andam :
-          Primeiras Sextas-Feiras de 9 meses consecutivos.
-          Apostolado da Oração.
-          Cruzada Eucarística das Crianças.
-          Hora Santa.
-          Promessas do Sagrado Coração de Jesus.
-          Solenidade do Sagrado Coração de Jesus que este ano é no dia 1 de Julho.
           
            Santa Margarida Maria Alacoque.
            Nasceu em França em 1647 e, como seu pai faleceu quando ela tinha 8 anos, mandaram-na para uma escola do convento.
            Era muito piedosa e fez a Primeira comunhão com 9 anos, o que não era vulgar naquele tempo.
            Dois anos depois voltou para casa por motivos de doença e esteve retida no seu leito vários anos.
            Quiseram que ela se casasse mas ela sempre recusou e aos 24 anos entrou na clausura da Visitação do convento de Paray-le-Monial.
            Entre 1673 e 1675 teve uma série de visões de Deus, pedindo a devoção ao Sagrado Coração de Jesus com um conjunto de 12 promessas.
            Quando ela contou as suas visões à Madre Superiora, ela não acreditou, tratando-a com desprezo e humilhação, e também sofreu semelhantes humilhações das irmãs da Comunidade.
            Mas um dia, quando, pela oração humilde obteve a cura de uma enfermidade mortal, a superiora foi levada a acreditar.
            Quando foi nomeada outra Superiora, Margarida foi escolhida para Mestra das Noviças e aproveitou esta posição para divulgar a devoção ao Sagrado Coração de Jesus.
            Durante vários anos a Comunidade celebrou a festa do Sagrado Coração de Jesus no dia 21 de Junho e foi construída uma capela em honra do Sagrado Coração de Jesus.
            Esta devoção e esta festa passaram para outros conventos em toda a França até que a Igreja a estendeu a todo o mundo.
            Santa Margarida faleceu em 1690 e foi canonizada em 1920 por Bento XV (1914-1922).
                      ....................................
            O Mistério do Coração de Cristo é o caminho para a plena libertação do homem, libertação tantas vezes  procurada através de caminhos que só conduzem à degradação da mesma dignidade humana.

                                                          John
                                             Nascimento
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Fiquem com Deus,

Catequista Bruno Velasco
http://www.catequistabruno.com/
Do grupo catequistas virtuais.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

29 de junho dia de Sao Pedro!!!

 
                                                         São Pedro


São Pedro (10 a.C – 67 d.C) nasceu na Galiléia e é considerado o primeiro Papa da Igreja Católica. Teve sua história registrada nos evangelhos de João, Lucas, Mateus e Marcos. Teria sido o escolhido de Jesus para propagar a fé cristã.
São Pedro foi preso pelo rei Agripa I e enviado a Roma, onde liderou uma comunidade religiosa que seria a base da Igreja Católica Romana. Teria sido executado por ordem de Nero. Acredita-se que está enterrado sob a Catedral Basílica de São Pedro, no Vaticano (Itália).
São Pedro é considerado um santo especial no Nordeste, por ser o santo que traz as chuvas da estação e  "irriga" as plantações. Há uma crença popular que diz que se no dia de São Pedro, 29 de junho, chover, a colheita será farta. 

Os Santos, Maria, Imagens e Idolatria

Os Santos, Maria, Imagens e Idolatria 
Na Comunhão dos Santos louvamos Maria, a Mãe de Jesus
A Bíblia nos ensina que Deus é três vezes santo, só Ele é santo. Deus comunica a santidade, é um Deus santificador e deseja um povo santo: ”Sede santos, porque eu, Javé, sou santo” (Levítico 19,2;20,26). A santidade de Jesus é idêntica à santidade de seu Pai Santo (João 17,11). Jesus santifica os cristãos; o Espírito Santo é o agente santificador dos cristãos. Jesus vai recomendar: “Sede perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito“ (Mateus 5,48). Portanto, a santidade é vocação de todo cristão: “A vontade de Deus é esta: a nossa santificação” (1 Tessalonicenses 4,3).

Ser santo é cumprir a vontade de Deus em nossa vida. Santos são, portanto, todos aqueles que vivem o Evangelho e, de forma toda especial, os que já se encontram hoje na casa do Pai. Os santos não ocupam o lugar de Deus, não são inventados pelos homens, não são deuses, mas criaturas de Deus, a quem Deus privilegiou com um amor especial, e viu este amor ser correspondido. Eles só são reconhecidos como santos porque foram amigos íntimos do único Deus que os santificou. Os santos são heróis da fé vivida no amor, fé no único Deus verdadeiro, o Deus revelado em Jesus Cristo.

Nenhum católico adora os santos, mas os respeita e venera como amigos de Deus. Este respeito e veneração vêm da fé na ressurreição, pois os que morrem no Senhor estão com Ele. Vêm da fé na “comunhão dos santos”: os santos intercedem por nós diante de Deus. A Bíblia nos mostra que Deus opera milagres pela intercessão dos santos. Um exemplo é a cura do coxo de nascença, operada por São Pedro e São João, junto à porta do Templo: “Não tenho nem ouro nem prata, mas o que tenho isto te dou. Em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda” (Atos 3,1-9). E a Bíblia apresenta outros inúmeros exemplos afirmando que “Deus fazia não poucos prodígios por meio de Paulo” (Atos 19,11-12). Jesus é nosso único mediador entre Deus e os homens, e Ele disse: ”O Pai dará a vocês tudo o que pedirdes em meu nome” (João 15,16).

Um santo só opera em nome de Jesus, porque só em Jesus está a fonte da graça e a força de Deus.,Os santos não estão em oposição ao Senhor.,Ao contrário, colocam em evidência a glória e santidade de Jesus Cristo, cabeça da Igreja e nosso único salvador. Pois foi Jesus mesmo quem afirmou: ”Eu garanto a vocês: quem crê em mim, fará as obras que eu faço, e fará maiores do que estas, porque eu vou para o Pai” (João 14,12). Ninguém pode ser santificado, sem entregar sua vida por Jesus e pelos irmãos. Honrar um santo significa reconhecer a força transformadora da Palavra de Deus, que santifica quem a aceita e a coloca em prática.

O santo é para os cristãos um exemplo de quem testemunhou sua fé no seguimento de Jesus. Nós, católicos, temos a alegria de abrir nosso álbum de família – a nossa família na fé – e contemplamos uma fileira de heróis na fé, os santos, nossos irmãos e amigos, que conseguiram servir a Deus com fidelidade e, junto de Deus, pedem por nós. Santos e santas, rogai a Deus por nós!

Entre os santos de Deus está, em primeiro lugar, Maria, a mãe de Jesus (Mateus 2,1; Marcos 3,32; Lucas 2,48; João 19,25).



Imagens e Idolatria

Muitos se perguntam: os católicos adoram imagens? A resposta é: NÃO! Nunca as adoraram, sempre as valorizaram. As imagens valem o que vale uma foto; ela pode estar gasta, mas recorda um ente querido. Os católicos não adoram imagens; somente as utilizam para lembrar de alguém que é maior, e a isso se chama de veneração e NÃO de adoração. O sentido das imagens católicas está na linha da serpente de bronze que Deus mandou Moisés esculpir (Números 21,8-9), segundo a explicação dada em Sabedoria 16,7: ”e quem se voltava para ele (o sinal da serpente), era salvo, não em virtude do que via, mas graças a Ti, ó Salvador de todos”.


a) Imagens permitidas na Bíblia:

A Bíblia apresenta, muitas vezes, o mistério de Deus através de imagens: e a primeira imagem quem a fez foi o próprio Deus, ao criar o ser humano à sua imagem e semelhança (Gênesis 1,27;2,7). O mesmo Deus manda Moisés fazer dois querubins de ouro e colocá-los por cima da Arca da Aliança (Êxodo 25,18-20). Manda Salomão enfeitar o templo de Jerusalém com imagens de querubins, palmas, flores, bois e leões (1Reis 6,23-25 e 7,29). O Novo Testamento também apresenta o mistério de Deus através de imagens: a imagem de Jesus como cordeiro digno de receber a forca e o louvor (Apocalipse 5,12). Quando do batismo de Jesus, o Espírito Santo é apresentado em forma de pomba (Mateus 3,16) e, no dia de Pentecostes, com línguas de fogo (Atos 2,1-3).

Jesus ensinava através de imagens: “Eu sou o bom pastor” (João 10,14). Os primeiros cristãos vão representar Jesus desenhando um Bom Pastor com a ovelha nos ombros. Olhando esta imagem, eles não adoravam um pastor, mas pensavam na ternura de Deus que, em Jesus, busca a ovelha perdida. Representar algo por imagem ou símbolo era comum na Igreja primitiva, sobretudo em tempos de perseguição. Por muito tempo, as pinturas dos santos e de cenas bíblicas nas Igrejas foram o único livro que os cristãos mais simples puderam ler e entender.


b) Imagens proibidas na Bíblia, idolatria:

A Bíblia, então, não proíbe as imagens? Sim,
proíbe quando sua finalidade é servir à idolatria: “Eu sou o Senhor teu Deus, que te fez sair do Egito, da casa da escuridão. Não terás outros deuses diante de minha face. Não farás para ti escultura alguma do que está em cima dos céus, ou abaixo sobre a terra, ou nas águas, debaixo da terra. Não te prostrarás diante deles e não lhes prestarás culto” (Êxodo 20,2-5). Em várias passagens bíblicas se repete esta proibição de não adorar outros deuses e nem fazer deuses fundidos (Êxodo 34,14-17; Deuteronômio 7,5).

Podemos perceber que ídolo designa imagem feita para ser adorada como deus, como faziam os pagãos com suas divindades. Para os judeus, as imagens dos deuses são os próprios deuses pagãos. Os povos vizinhos dos judeus acreditavam em muitos deuses e faziam imagens deles. Geralmente, estes deuses, criados pelo próprio homem, serviam de apoio ao sistema injusto e cruel que maltratava o povo, em especial os pobres. Em Israel não se podia fazer imagem de Deus, não se podia imaginar como Deus era, pois Ele é invisível e ninguém nunca o tinha visto. Do Deus verdadeiro não se faz imagens, porque todas as imagens são inadequadas para Javé. Dos falsos deuses se faziam imagens que eram chamadas de ídolos; eram rivais de Javé. Idolatria é a exclusão do Deus verdadeiro, substituindo-o por um falso deus.

O ídolo estava sempre ligado a um sistema de corrupção e opressão, levando a sociedade à divisão e à guerra por causa da ganância pela terra, bens materiais e dinheiro, fama, prazer e poder. Estes, sim, são os verdadeiros ídolos que afastam a pessoa do Deus verdadeiro, competindo com Ele no coração (cf. Mateus 4,1-10; Lucas 4,1-12).


Portanto: Deus parece, mas não é incoerente, já que num lugar da Bíblia manda fazer imagens e noutro lugar o teria proibido. A imagem, hoje, mais do que nunca, faz parte da linguagem humana e é representação de pessoa, coisa, idéia. A Bíblia fala de imagens algumas vezes para denunciar a idolatria, outras vezes para mostrar o quanto a imagem é necessária para entendermos, por meio do Filho, o próprio Pai: “Ele (Jesus) é a imagem do Deus invisível...” (Colossenses 1,15).

Os primeiros cristãos, martirizados aos milhares porque se recusaram a adorar imagens de deuses falsos, estudaram a Bíblia com atenção. Eles não tiravam esses textos que proíbem imagens de seu contexto. Comparando-os com outros textos bíblicos, ficaram convencidos de que Deus proíbe imagens de deuses falsos, adoração de ídolos que representem falsos valores, os quais induzem ao pecado. É o que faziam os povos vizinhos de Israel. Mas Deus não proíbe fazer outras imagens que contribuem para exaltar sua glória e poder. O II Concilio de Nicéia, no de 787, defende a veneração das imagens (pintura e escultura) de santos pelos cristãos e o uso de símbolos nas celebrações litúrgicas. O mesmo fez o Concilio Vaticano II, mantendo o culto às imagens conforme a tradição (LG 67), contanto que seja em número comedido e na ordem devida (SC 125).


Texto:
Cônego Pedro Carlos Cipolini - Doutor em Teologia (Mariologia); professor titular da PUC–Campinas; membro da Academia Marial de Aparecida
 
 

domingo, 19 de junho de 2011

*,*, CORPUS CHRÍSTI*,*,

                                 


O nome vem do latim e significa Corpo de Cristo. A festa de Corpus Christi tem por objetivo celebrar solenemente o mistério da Eucaristia - o sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo.
Acontece numa quinta-feira, em alusão à Quinta-feira Santa, quando se deu a instituição deste sacramento. Durante a última ceia de Jesus com seus apóstolos, Ele mandou que celebrassem sua lembrança comendo o pão e bebendo o vinho que se transformariam em seu Corpo e Sangue.
"O que come a minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia.
Porque a minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida.
O que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. O que come deste pão viverá eternamente" (Jo 6, 55 - 59).
Através da Eucaristia, Jesus nos mostra que está presente ao nosso lado, e se faz alimento para nos dar força para continuar. Jesus nos comunica seu amor e se entrega por nós.
A celebração   teve origem em 1243, em Liège, na Bélgica, no século XIII, quando a freira Juliana de Cornion teria tido visões de Cristo demonstrando-lhe desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque. Em 1264, o papa Urbano IV através da Bula Papal "Trasnsiturus de hoc mundo", estendeu a festa para toda a Igreja, pedindo a Santo Tomás de Aquino que preparasse as leituras e textos litúrgicos que, até hoje, são usados durante a celebração.
Compôs o hino Lauda Sion Salvatorem (Louva, ó Sião, o Salvador), ainda hoje usado e cantado nas liturgias do dia pelos mais de 400 mil sacerdotes nos cinco continentes. A procissão com a hóstia consagrada conduzida em um ostensório é datada de 1274. Foi na época barroca, contudo, que lea se tornou um grande cortejo de ação de graças.
No Brasil, a festa passou a integrar o calendário religioso de Brasília, em 1961, quando uma pequena procissão saiu da Igreja de madeira de Santo Antônio e seguiu até a Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima. A tradição de enfeitar as ruas surgiu em Ouro Preto, cidade histórica do interior de Minas Gerais.
A celebração de Corpus Christi consta de uma missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento. A procissão lembra a caminhada do povo de Deus, que é peregrino, em busca da Terra Prometida. No Antigo Testamento esse povo foi alimentado com maná, no deserto. Hoje, ale é alimentado com o próprio corpo de Cristo.
Durante a missa o celebrante  consagra duas hóstias: uma é consumida e a outra, apresentada aos fiéis para adoração. Essa hóstia permanece no meio da comunidade, como sinal da presença de Cristo vivo no coração de sua Igreja.




sexta-feira, 17 de junho de 2011

solenidade de petencostes


DONS DO ESPIRITO SANTO:
No Antigo Testamento podemos ler em Isaías:

- Brotará uma vara do tronco de Jessé e um rebento das suas raízes:

- Espírito de Sabedoria e de Entendimento.

- Espírito de Conselho e de Fortaleza.

- Espírito de Ciência e de Temor de Deus.

- E pronunciará os seus decretos no Temor do Senhor. (Is. 11/1-3).

Nestas palavras o profeta, Isaías indicou os Dons que devia possuir o Messias.

Do mesmo modo estas palavras nos ensinam quais as qualidades especiais que hão de receber os que seguem a Jesus, segundo a Economia Divina, quando eles recebem os Dons do Espírito Santo.

Quando nós recebemos os Dons do Espírito Santo, recebemos os mesmos Dons que possuía o Messias, Jesus Cristo.

O que é que estes Dons significam para nós?

- Os Dons o Espírito Santo são qualidades especiais que nós recebemos principalmente no Sacramento da Confirmação (ou Crisma).

Por isso se diz que a Confirmação é o Sacramento do Espírito Santo.

Por ele nós recebemos um crescimento e aprofundamento da graça batismal, como nos diz o Catecismo da Igreja Católica, ao tratar dos efeitos da Confirmação:

1302. - Ressalta desta celebração que o efeito do sacramento da Confirmação é a infusão do Espírito Santo em plenitude, tal como outrora aos Apóstolos, no dia de Pentecostes.

1303. - Daqui que a Confirmação venha trazer crescimento e aprofundamento da graça batismal:

- Enraíza-nos mais profundamente na filiação divina, que nos permite dizer Abba! Pai! (Rom.8:15).

- Une-nos mais intimamente a Cristo.

- Aumentam em nós os Dons do Espírito Santo.

- Torna mais perfeito o laço que nos une à Igreja.

- Dá-nos uma força especial do Espírito Santo para propagar e defender a fé, pela palavra e pela ação, como verdadeiras testemunhas de Cristo, e para nunca nos envergonharmos da Cruz.

Na mesma ordem apresentada por Isaías, nós temos ainda hoje os mesmos Dons do Espírito Santo e a Tradição acrescentaram mais o Dom da Piedade.

Sobre os Dons do Espírito Santo diz-nos o Catecismo da Igreja Católica que os enumera assim :

1831. - Os sete Dons do Espírito Santo são : a sabedoria, o entendimento, o conselho, a fortaleza, a ciência, a piedade e o temor de Deus. Pertence em plenitude, a Cristo, filho de David. Completam e levam à perfeição as virtudes de quem os recebe. Tornam dóceis os fiéis na obediência às inspirações divinas.

Eis o que se deve entender por cada um deles :

Sabedoria : É o oposto à Estreiteza de espírito.

A pessoa sábia não olha as coisas apenas de um ponto de vista, mas sim de maneira integral.

Sabedoria significa ver as coisas de todos os ângulos.

É esta larga visão que faz as pessoas sábias e é neste sentido que nos pode ajudar o Dom da Sabedoria.

Entendimento : Significa a Ciência do coração.

Entender significa ver a partir do coração das outras pessoas, sentir e conhecer os sentimentos e as atitudes do coração das outras pessoas.

É neste sentido que nos pode ajudar o Dom do Entendimento..

Conselho : Significa tomar boas decisões.

Para se poderem tomar boas decisões é necessário um trabalho preparatório; ver as alternativas e prever as consequências.

Então, quando a pessoa julga, o seu julgamento será correto.

É neste sentido que nos pode ajudar o Dom do Conselho.

Fortaleza : Significa que é preciso viver as decisões tomadas, sejam quais forem as dificuldades.

Significa coragem para viver as próprias convicções, a qualquer preço.

É neste sentido que nos pode ajudar o Dom da Fortaleza.

Ciência : Significa um conhecimento claro do mundo tal como ele é para cada um, conforme a época da vida em que se vive.

O mundo vai mudando e é preciso interpretá-lo a seu tempo.

É neste sentido que nos pode ajudar o Dom da Ciência.

Piedade : Significa ter na devida conta e apreço o valor da vida e tudo o que a mantém e suporta.

O Dom da Piedade é para se enfrentar a realidade e responsabilidade de cada um, como por exemplo, os pais dedicarem-se aos seus filhos com todo o cuidado e ternura.

Cada um deve assumir as suas responsabilidades.

É neste sentido que nos pode ajudar o Dom da Piedade.

Temor de Deus : Significa que se deve reconhecer com profundos sentimentos de respeito e amor, que se está sempre na presença de Deus.

Assim mais facilmente se reconhece o perigo do erro e do pecado bem como a vantagem do bem e do cumprimento do dever.

É nesse sentido que nos pode ajudar o Dom do Temor de Deus.

Porque dá Deus os Seus Dons ao Seu Povo ?

Os Dons do Espírito Santo não são concedidos às pessoas apenas para sua felicidade pessoal no contexto da Economia Divina.

Eles são concedidos para o bem da sua comunidade, para o bem de toda a Igreja e para o bem do mundo inteiro.

Os Dons do Espírito Santo são concedidos para ajudar a construir o Corpo Místico de Cristo e para o tornar santo.

Os Dons do Espírito Santo tornam o Povo de Deus capaz de viver como Jesus viveu.

Os Dons do Espírito Santo concedem às pessoas tudo o que elas necessitam para se tornarem membros ativos e plenamente participantes da vida cristã, elementos vivos da Igreja Católica.

Embora todos nós sejamos membros da Igreja Católica desde o dia do nosso Batismo, todavia, todos nós, mais ou menos, temos dificuldade em cumprir tudo o que a Igreja Católica nos ensina.

No dia de Pentecostes, quando Pedro teve que falar para uma enorme multidão, ele resumiu o que é a fé da Igreja Católica nestes termos :

- "Homens de Israel, escutai estas palavras : Jesus de Nazaré, Homem acreditado por Deus junto de vós, com milagres, prodígios e sinais que Deus realizou no meio de vós, por Seu intermédio, como vós próprios sabeis, a Este, depois de entregue, conforme o desígnio imutável e a previsão de Deus, matastes, cravando-O na cruz, pela mão de gente perversa. Mas Deus ressuscitou-O, libertando-O dos grilhões da morte, pois não era possível que ficasse sob o seu domínio (... ). Foi a esse Jesus que Deus ressuscitou, do que nós somos testemunhas. Tendo sido elevado pela direita de Deus, recebeu do Pai o Espírito Santo prometido e derramou o que vedes e ouvis.. (... ). Saiba toda a casa de Israel, com absoluta certeza, que Deus estabeleceu, como Senhor e Messias, a esse Jesus por vós crucificado". (At.2,22-36)

Mais tarde, no ano 325, os chefes da Igreja reuniram-se no Concílio Ecumênico de Nicéia para estudarem e decretarem sobre as verdades da fé Católica e formularam o chamado Credo de Nicéia que ainda hoje é recitado na Missa, e o qual inclui 14 decretos de Fé.

Os Dons do Espírito Santo são dons necessários para o plano da História da Salvação.

 

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Crescer em Comunhão: Atividade domingo de ramos!!!

Crescer em Comunhão: Atividade domingo de ramos!!!: " "

1ª OFICINA CATEQUÉTICA 2011 - MATERIAL

Dinâmica de um encontro catequético

1-     Chegar antes das crianças.
2-     Arrumar a sala (mesa com toalha, Bíblia, é essencial)
3-     As cadeiras devem estar em círculo.
4-     Acolher a todos com alegria e entusiasmo.
5-     Após acomodação de cada um cuidar para que desse momento até o final do encontro haja espiritualidade, não deixando se perder o sentido de escola da fé, não estão na escola e nada pode se assemelhar a ela.
6-     Após o devido acolhimento, o/a catequista convida as crianças a ficarem de pé e a colocar-se em atitude de oração.
A oração inicial é o momento indispensável e de muito respeito,é bom começar com o sinal da cruz , porém eu seja bem feito e se introduza algumas palavras a respeito da Santíssima Trindade.A oração deve ser espontânea ou preparada, rezando bem devagar voltando os olhos para Jesus.
7-      Quando já estiverem sentados (em círculo), o/a catequista conversa e deixa eles conversarem sobre sua vida, acontecimentos da semana , aniversários, um momento de descontração, fazendo em seguida a chamada verificando a presença na Missa do final de semana.
8-     Chegou o momento de recordarmos o Evangelho do domingo lembrando o tempo litúrgico que vivemos, é importante que o catequista tenha colado em seu caderno as leituras do folheto da missa para auxiliá-lo na explicação do evangelho, é indispensável o incentivo do catequista  para que aprendam a importância da Missa .
9-     Depois de já ter se preparado em casa e na oficina o catequista passa a falar sobre o que Deus ensina no tema do dia, se não consegue se expressar espontaneamente convém ter preparado um resumo no seu caderno durante a oficina para apresentar a eles ou ler o aprofundamento do tema que está no livro do catequista deve deixar bem claro o objetivo do tema e a frase de memorizar que deve estar anotada no caderno. Pedir que as crianças escrevam ou desenhe o que entenderam .De vez em quando convém dar uma avaliação, pesquisa ou tarefa para fazerem em casa, sobre o tema.
10- Que eles desenvolvam as atividades do encontro bem como respondam as perguntas de cada tema.
11- No final, deixar a sala limpa, fazer oração final e sair devagar com cuidado e sem muito barulho.
      Dinâmica de uma Oficina catequética
1-      Oração inicial
2-      O líder deve ter controle de presença dos seus catequistas.
3-      O líder deve primeiro dar os possíveis avisos colhidos na reunião do CPC  e observar juntos  os compromissos 
do mês (datas no calendário)
4-      Todos os catequistas devem ler os temas antes de vir para a oficina e trazer material necessário para montagem de cada encontro para que sejam divididos entre os catequistas.
5-      Convém que no livro grande se escreva a mensagem de cada gravura contida nos temas para comentar com as crianças e que eles também escrevam e anotar também a data em que se está trabalhando o tema.
6-      Não se deve passar textos para as crianças na lousa, apenas a frase de memorizar e resumo pequeno sobre o que Deus ensinou nesse dia, o objetivo do encontro é indispensável. 
7-      O cronograma não deve ser adiantado nem deixar que se atrase, há tempo suficiente para ser completados em todos os encontros.
8-      A liderança deverá estar presente em todas as reuniões do CPC e incentivar seus catequistas a participar das celebrações, festas e acontecimentos na paróquia como por Ex: A quadrilha, Corpus Christi, Semana Santa, Cerco, semana catequética e outros.
“Ou educamos na fé, colocando as pessoas realmente em contato com Jesus Cristo e convidando-as para o seu seguimento ou não cumpriremos nossa missão evangelizadora.” (Documento de Aparecida, 287)